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O papel Médico e a assinatura

Os módulos de inteligência artificial clínica do Sanance — a Anamnese e o Prontuário — sempre terminam em um ato de validação médica: alguém com responsabilidade profissional aprova a pré-anamnese ou formaliza o prontuário. No Sanance, esse ato é reservado a um cargo específico, o Médico, e é protegido por uma trava a mais: o registro profissional (CRM/COREN).

O cargo Médico

O Médico é um cargo pensado com o princípio de menor privilégio: ele dá acesso apenas aos serviços de IA clínica, e a mais nada. Na prática, quem tem o cargo de Médico:

  • Lê e trabalha os casos de Anamnese e de Prontuário com IA;
  • é o único cargo que pode aprovar/assinar esses casos (veja abaixo);
  • acompanha as Guias de autorização em leitura, mas não as opera;
  • não acessa as poltronas, a medicação, os painéis, a exportação, o financeiro, a gestão de usuários nem a consultoria — nada disso faz parte do cargo.

Por lidar diretamente com dado clínico sensível, o cargo de Médico exige verificação em duas etapas (2FA) ativa. Veja Verificação em duas etapas (2FA).

Onde o Médico se encaixa nos cargos

O Médico é um dos cargos do hospital, ao lado de Proprietário, Administrador, Gestor, Enfermagem e Farmácia. Ele é atribuído pela tela de Usuários, como os demais. Para o quadro completo, veja Papéis e permissões.

Aprovar é assinar: o ato exclusivo do Médico

Nos fluxos de IA clínica, o trabalho administrativo pode ser preparado por outros cargos (o Proprietário, o Administrador e o Gestor preparam os casos), mas a aprovação — aprovar a pré-anamnese, formalizar o prontuário — é exclusiva do Médico. Nenhum outro cargo assina, por decisão de conformidade: o ato de validação clínica é do profissional habilitado.

Isso significa que, para o hospital operar os módulos de IA clínica até o fim, é preciso ter ao menos um usuário com o cargo de Médico — sem ele, os casos ficam prontos, mas não há quem os assine.

O registro profissional: a trava além do cargo

Ter o cargo de Médico diz que a ação é permitida. Mas assinar exige uma segunda condição, independente: um registro profissional válido no perfil. É a diferença entre "esta ação é permitida a este cargo" e "esta pessoa está habilitada a praticá-la".

Por isso, no momento de assinar, o Sanance verifica se o profissional tem, no seu próprio cadastro, um registro de conselho válido:

  • o conselho — CRM (médico), COREN (enfermagem) ou CRF (farmácia);
  • a UF do registro;
  • o número;
  • e, no caso do COREN, a categoria (enfermeiro, técnico, auxiliar, obstetriz).

Se esse registro não estiver preenchido — ou estiver em formato inválido —, a assinatura é recusada e nada é alterado: o caso não é aprovado nem formalizado. A mensagem orienta a pedir a um administrador que cadastre o registro.

Como o registro é cadastrado

O registro profissional fica no cadastro do próprio usuário e é preenchido por quem administra a conta (Proprietário ou Administrador), na tela de Usuários. Ele é exigido no momento de assinar — o Médico pode entrar e trabalhar os casos mesmo antes de o registro estar cadastrado; só não conseguirá assinar até que ele exista.

Verificação do registro

O Sanance confere o formato do registro (conselho, UF, número e categoria válidos) de forma automática. A conferência ativa do registro junto ao conselho profissional é um passo do processo de implantação do hospital, feito de forma manual — não há uma base pública unificada que permita checagem automática confiável.

O registro fica no ato, para responsabilização

Quando a assinatura acontece, o Sanance carimba o registro profissional (por exemplo, "CRM-SP 123456") junto ao ato aprovado e na trilha de auditoria. Assim, cada aprovação de anamnese e cada formalização de prontuário fica associada ao profissional que a validou — atendendo às exigências de rastreabilidade do ato médico. Esse dado é o registro público do profissional, não dado de paciente.

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