Acesso exclusivo do hospital
O Acesso exclusivo do hospital é o modelo de criptografia em que o conteúdo clínico só pode ser lido pelo próprio hospital. A meta é forte e direta: fazer com que a Sanance — a empresa, seus consultores, sua operação — não consiga ler o conteúdo clínico, não por promessa, mas por desenho técnico. Isso é feito com chaves de criptografia sob custódia do hospital, que a Sanance guarda apenas em formato embrulhado (cifrado) e nunca em texto aberto.
Este guia explica o que o modelo significa e como usá-lo na tela de Segurança (Gestão → Segurança).
O Acesso exclusivo é entregue em etapas. A etapa atual prepara as chaves e os acessos do hospital. A selagem dos artefatos clínicos — o passo em que o conteúdo em repouso passa a ser ilegível para a Sanance — chega na etapa seguinte; até lá, o conteúdo clínico segue protegido pela criptografia de servidor já em uso (veja Segurança e privacidade (LGPD)). Se o módulo ainda não estiver habilitado para o seu hospital, a tela aparece como indisponível.
O que o modelo protege — e o que não muda
- Em repouso, o conteúdo é do hospital. Documentos, anamnese, transcrições e prontuário ficam guardados cifrados com a chave do hospital. Sem essa chave, ninguém lê — nem a Sanance.
- A leitura acontece no seu navegador. Quando alguém autorizado abre um caso, o conteúdo é decifrado no próprio navegador, com a chave que só o hospital controla.
- A Sanance não consegue adicionar leitores. Só quem já está dentro do círculo de chaves do hospital pode conceder acesso a outra pessoa. A Sanance guarda apenas material embrulhado.
- O que continua igual: os painéis, a farmácia e a consultoria seguem funcionando como sempre, sobre dados operacionais agregados — eles nunca precisaram do conteúdo clínico. Este modelo é sobre o conteúdo clínico, não sobre os indicadores.
Durante o processamento pela IA (o intervalo de minutos entre o envio e a geração do resultado), o conteúdo precisa existir em texto aberto no servidor para ser lido — é o que permite a leitura de documentos e a transcrição de áudio. Nesse intervalo, a chave de processamento é auditada e pode ser revogada pelo hospital. Fora dele, em repouso, o conteúdo volta a ser ilegível para a Sanance.
A tela de Segurança, passo a passo
A tela mostra um cartão de estado com a situação da criptografia da organização, da sua chave pessoal e do seu acesso — e indica sempre a próxima ação.
1. Criar a sua chave de criptografia
Cada pessoa autorizada tem uma chave pessoal, protegida por uma senha de criptografia que só você conhece.
- No cartão Minha chave de criptografia, digite a senha de criptografia (duas vezes; há um medidor de força).
- O navegador cria a sua chave localmente. Só a parte pública e a parte privada já embrulhada são enviadas.
A senha de criptografia nunca sai do seu navegador e ninguém — nem a Sanance — consegue recuperá-la. Guarde-a com cuidado. Ela é diferente da senha de login: a senha de login dá entrada no sistema; a senha de criptografia abre o conteúdo clínico.
2. Ativar a criptografia da organização (Proprietário)
A ativação é uma cerimônia feita uma vez, pelo Proprietário, que gera a chave do hospital. Ela segue um assistente em etapas:
- Explicação — o que vai acontecer e por que a recuperação é dividida em partes.
- Geração — o navegador gera a chave do hospital e as partes de recuperação, tudo localmente. Não feche a aba no meio da cerimônia.
- Impressão — o assistente imprime as partes de recuperação, uma por página. Guarde cada uma no seu lugar combinado (por exemplo, o cofre do hospital e um diretor); uma terceira parte fica com a Sanance e, sozinha, é matematicamente inútil.
- Confirmação — você redigita um dos códigos impressos, para provar que a impressão está legível. Sem essa conferência, a ativação não avança.
- Envio — só então o material embrulhado é enviado. A partir daí, a criptografia do hospital está ativa.
As partes de recuperação seguem o esquema 2 de 3: qualquer recuperação exige duas das três partes. Isso protege contra perda (uma parte pode se perder sem inviabilizar a recuperação) e mantém o modelo de acesso exclusivo (uma parte sozinha não abre nada).
3. Desbloquear a sessão
Com a organização ativa e o seu acesso vigente, ao abrir a tela você desbloqueia a sessão informando a senha de criptografia. A chave fica disponível apenas na memória daquela aba, nunca gravada. Um indicador no topo mostra se a sessão está desbloqueada.
4. Conceder e revogar acesso (Proprietário / gestores)
No cartão Acessos à chave da organização, com a sessão desbloqueada, quem administra o hospital gerencia quem pode ler o conteúdo:
- Conceder — libera o acesso a um colega. O seu navegador embrulha a chave do hospital para a chave pública dele; a Sanance apenas arquiva o resultado.
- Revogar — retira o acesso de alguém (vale imediatamente para novos desbloqueios). O último acesso vigente não pode ser revogado, para o hospital nunca ficar trancado para fora da própria chave.
Cada pessoa aparece com um selo: acesso vigente, sem acesso ou aguardando criação de chave (ainda não criou a sua chave pessoal).
5. Recuperar o acesso (Proprietário)
Se o Proprietário perder o acesso à chave, a tela de Recuperação o restabelece:
- Informe duas das três partes de recuperação (a parte sob custódia da Sanance é entregue por fora, nunca por esta tela).
- O navegador recompõe o material de recuperação localmente e devolve o acesso à sua própria chave.
Essa leitura de material de recuperação fica registrada na trilha de auditoria do hospital. Depois de recuperar, o recomendado é conceder acesso a pelo menos mais um gestor e devolver as partes aos seus cofres.
A Sanance pode redefinir a senha de login de qualquer usuário — isso dá entrada no sistema, mas nunca devolve acesso à chave de criptografia. Quem devolve acesso à chave é sempre outro gestor do hospital (concedendo) ou a recuperação por partes. Por isso, mantenha mais de um gestor com acesso à chave.
Veja também
- Segurança e privacidade (LGPD) — as demais camadas de proteção do dado.
- Papéis e permissões — quem administra o hospital.
- Definir e trocar a senha — a senha de login, distinta da de criptografia.